Marcha da Maconha – Brasil 2008 » Blog Archive » Pela descriminalização, Marcha da Maconha reúne 100 pessoas em Vitória

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da Gazeta On Line

Prevista para acontecer em 12 capitais brasileiras, a Marcha da Maconha acabou sendo realizada em apenas quatro delas: Vitória (ES), Recife (PE), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS). Neste domingo (04), cerca de 100 manifestantes se reuniram em frente a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e percorreram três bairros da capital capixaba. O evento pede a legalização da erva Cannabis sativa. Ao contrário do que ocorreu no Rio de Janeiro, a polícia não interferiu no movimento.

Às 15h30, usuários e pessoas favoráveis à descriminalização da droga, saíram em marcha seguindo um trio elétrico, que levava colado um grande adesivo em forma de folha da maconha. O movimento foi pacífico e os manifestantes caminharam por Mata da Praia, Jardim da Penha, Praia do Canto e terminaram o protesto na Praia de Camburi.

Segundo a organização do evento, o objetivo é possibilitar que todos os cidadãos possam se manifestar de forma livre e democrática a respeito das políticas e leis sobre o uso de drogas, sem, necessariamente, fazer apologia ao uso da maconha. Mas antes do evento, muitas pessoas foram flagradas fazendo uso da droga.

Um dos participantes da passeata, Lucas Borges, disse que, com a legalização, o Estado vai poder arrecadar impostos. “A maconha já passou da hora de ser legalizada para evitar essas mortes todas com o tráfico e também seria um benefício para o país, porque o governo poderia arrecadar impostos, comercializando a maconha”, defendeu o manifestante.

O movimento é mundial e estava previsto para ocorrer em 19 países. No Brasil, o anúncio da Marcha gerou polêmica e, em alguns Estados, os manifestantes sofreram repressão judicial. Para o estudante Wagner Santana, a marcha não incentiva o uso de maconha ou de qualquer outra substância ilícita, mas pretende abrir a discussão sobre a planta e seu uso.

“O movimento que estamos fazendo aqui não é para legalizar ou não, mas para o governo abrir a mente para a discussão. Se vai legalizar, são outros quinhentos”, explicou.

A Marcha aconteceria, inicialmente, em várias capitais do país, mas a Justiça proibiu as manifestações por entender que seria apologia a droga, o que é considerado crime. Neste domingo, o Tribunal de Justiça do Rio manteve a proibição do evento, que já havia sido vetado no sábado, pelo juiz de plantão, atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual.

Em São Paulo, o Tribunal de Justiça também proibiu neste sábado a realização do evento. A manifestação já tinha sido vetado em outras sete capitais: Salvador (BA), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG).