Marcha da Maconha – Brasil 2009 » Ciência

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Oakland, Califórnia, Estados Unidos, 25 Fev (Lusa) – Algo de invulgar se passa numa universidade em que um professor leva para a sala de aula cinco plantas de marijuana e nenhum aluno pisca um olho aos colegas.

Mas é assim na Universidade de Oaksterdam, cujo nome é um misto de “Oakland”, onde fica este estabelecimento de ensino superior norte-americano, e “Amesterdão” (Amsterdam, em inglês), capital da Holanda, onde o consumo de marijuana está legalizado.

Na Universidade de Oaksterdam os alunos são preparados para trabalhar na indústria médica à base de marijuana que tem prosperado na Califórnia.

Por 135 euros de propina mais o preço de dois manuais obrigatórios, os estudantes aprendem como cultivar e cozinhar marijuana e são instruídos sobre os aspectos legais de um negócio que, aos olhos do governo federal, é ilegal.

“A minha ideia é tentar profissionalizar esta indústria levando-a a sério, tal como sucede com a da cerveja ou com as destilarias”, afirmou Richard Lee, de 45 anos, que fundou a escola no último Outono e já teve 60 estudantes a completarem o curso, cuja carga lectiva é distribuída por apenas dois dias, ao fim-de-semana.

Um dos inscritos, Jeff Sanders, de 52 anos, revelou que compra marijuana para fins terapêuticos desde 2003 mas quer fazer uma pequena plantação no Vale de São Joaquim, centro da Califórnia, para não ter de viajar até São Francisco sempre que necessita de se medicar.

Também Patrick O`Shaughnessy, de 37 anos, declarou à agência Associated Press que fuma marijuana com regularidade para tratar as suas enxaquecas crónicas, a depressão e a ansiedade.

A Califórnia foi o primeiro de doze estados norte-americanos que legalizaram o uso de marijuana para fins terapêuticos contra a posição do governo federal e, apesar das rusgas aos estabelecimentos que vendem a droga, estes têm proliferado, rondando actualmente os 300 a 400.

Michael Chapman, responsável da secção de São Francisco da agência norte-americana de combate ao tráfico de droga (DEA), revelou à Associated Press que aquela entidade está informada do trabalho da Universidade de Oaksterdam e não vê razão para a encerrar, preferindo controlar “transgressores mais significativos”.

Assim mesmo, Michael Chapman não concorda com os cursos ministrados por Richard Lee, por recear que seja passada à comunidade uma mensagem errada que incite ao comportamento criminal.

HSF.

© 2008
2008-02-25 23:30:01

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