Marcha da Maconha – Brasil 2009 » Deputado Quer Liberar Maconha no Paraguai

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Por Guilherme Dreyer Wojciechowski – SopaBrasiguaia.com

Maior produtor de maconha da América do Sul, o Paraguai pode, se depender dos esforços do deputado Elvis Balbuena, membro da base de apoio ao governo de Fernando Lugo, liberar o plantio de maconha para formalizar as atividades do setor e erradicar a atuação de grupos mafiosos.

Em entrevista aos jornais La Nación e ABC Color, Balbuena anunciou que apresentará, em breve, um projeto de lei para que o plantio e a comercialização da maconha sejam descriminalizados no país. A iniciativa, segundo o parlamentar, estaria em fase de estudos jurídicos.

“Em nosso país, há uma quantidade enorme de maconha”, disse. “Hoje, a realidade é esta, e a maconha é cara porque é proibida, tal como o álcool em Chicago, na era de Al Capone. Agora, estamos recolhendo a história desta planta, que já existia em 8.000 A.C. e já havia consumo”.

Segundo Balbuena, a expansão das áreas de cultivo de maconha pode estar relacionada, intimamente, aos conflitos agrários eclodidos na região de San Pedro, retomando o argumento utilizado pelo jornal ABC Color em uma série de reportagens que apontavam vínculos entre camponeses e narcotraficantes.

No Alto Paraná, departamento (estado) fronteiriço cuja capital é Ciudad del Este, agentes da Polícia Nacional paraguaia investigam o envolvimento entre camponeses radicalizados do município de Itakyry, nas proximidades do Lago de Itaipu, e quadrilhas brasileiras dedicadas ao tráfico de drogas.

“Por trás de tudo isso existem máfias, cartéis bem organizados e poderosos que operam, inclusive, a partir do Brasil, e que envolvem camponeses humildes paraguaios, que, no final das contas, pagam por estes delitos”, argumentou Balbuena.

“A única maneira de desalentar este tipo de ilícitos é controlando e regulando a produção da erva, conforme critérios sanitários, legais e ambientais. Quando a sociedade estiver o suficientemente consciente, poderemos levar à prática este projeto, mas, pelo menos, queremos iniciar o debate”, finalizou.