Marcha da Maconha – Brasil 2009 » Marcha da maconha pode inspirar tema de redação

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do Terra

A Marcha da Maconha, uma manifestação para pedir a legalização da droga que mobilizou milhares de pessoas em mais de 250 cidades do planeta no último sábado, pode inspirar temas de redação de vestibulares pelo País.

No Brasil, a maior ocorreu no Rio de Janeiro, onde mais de mil pessoas, entre elas o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, se reuniram em Ipanema. Também houve mobilizações em Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Juiz de Fora.

Na avaliação da professora Maria Aparecida Custódio, mais conhecida como Cida, do laboratório de redação do Curso e Colégio Objetivo, de São Paulo, os eventos do fim de semana podem levantar dois tipos de questionamento. “A marcha pode ser usada como pretexto para se discutir o conceito de liberdade. Até que ponto pode ser uma forma de expressão ou pode ser considerada apologia, incentivo ao uso de drogas. O outro tópico é sobre a legalização da maconha mesmo”, diz ela.

Assuntos polêmicos como descriminalização de drogas, racismo, aborto, pesquisas com células-tronco e eutanásia devem ser tratados com cuidado pelo vestibulando. Cida reforça a importância com o tratamento das opiniões apresentadas na redação. A professora lembra que a dissertação, tipo de texto mais pedido pelas universidades, é mais impessoal e exige uma análise racional da questão proposta. “O candidato não pode impor sua opinião como verdade absoluta”, diz.

Para desenvolver seu raciocínio, o vestibulando deve mostrar seu repertório cultural, apresentando dados relacionados ao tema e possíveis objeções a seu ponto de vista, para dar equilíbrio ao texto. Exemplos de outros países onde a droga foi legalizada, pesquisas científicas, estudos médicos e a opinião de personalidades sobre o assunto dão força aos argumentos do candidato, além de mostrar como ele está bem informado.

“Essas informações, que chamamos de evidências, servem como base para a construção de uma argumentação sólida para a tese que o candidato defende”, ensina. A professora destaca também a importância de um encadeamento entre os argumentos apresentados ao longo do texto, para que o vestibulando apresente uma redação coesa.

Cida reforça que as universidade não fazem correções ideológicas, julgando a opinião do autor do texto, desde que ele use argumentos consistentes, moderados e sem radicalismos. “Tem de tomar cuidado para não parecer um discurso inflamado, a favor ou contra”, resume.