Marcha da Maconha – Brasil 2009 » Rússia: Parada gay reprimida pela Polícia

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do Expresso

A polícia russa impediu hoje a realização de uma parada gay em Moscovo , tendo detido pelo menos 20 pessoas e identificou outras 10.

Os manifestantes concentraram-se no miradouro das Colinas Vorovie (antigas Colinas Lenine) em Moscovo a fim de realizar uma parada, não obstante a proibição das autoridades municipais.

Algumas dezenas de pessoas, que portavam nas mãos cravos brancos e cartazes onde se lia “Direitos Iguais sem Compromissos” e “Homofobia é a vergonha do país”, só conseguiram estar reunidas pouco mais de cinco minutos porque apareceu a polícia e deteve praticamente todos os presentes.

Os homossexuais russos pretendiam aproveitar a realização da final do Festival da Eurovisão em Moscovo para se manifestarem em defesa dos seus direitos e tentar realizar uma parada aproveitando a presença de numerosos turistas da Europa.

A representação holandesa no festival ameaçou abandoná-lo caso os homosseuxais fossem alvo de repressões por parte da polícia.

No entanto, as autoridades municipais declararam que não permitem, nem permitirão no futuro “paradas gay em Moscovo”.

“Semelhantes manifestações não só destroem as bases morais da nossa sociedade como provocam conscientemente desordens que irão ameaçar a vida e a segurança dos moscovitas e dos hóspedes da capital”, declarou Serguei Tzoi, porta-voz da Câmara de Moscovo.

A Igreja Ortodoxa Russa condenou também a parada pela voz de um dos seus mais conhecidos teólogos, o padre Andrei Kuraev: “A propaganda da homossexualidade é, em qualquer caso, um crime contra a infância”.
“Há vinte anos atrás, eles diziam que era preciso anular o respectivo artigo do Código Penal (na URSS, a homossexualidade masculina era castigada com três anos de prisão), porque isso tinha lugar num quarto fechado entre dois adultos e não dizia respeito a mais ninguém. Nós acreditámos e anulámos o artigo. Agora dizem que isto diz respeito a todos!”, acrescenta o teólogo ortodoxo.

“Se queriam um quarto escuro, que fiquem lá. Para que querem sair à rua?”, interroga o padre Kuraev.