Marcha da Maconha – Brasil » 13 DE JUNHO – CRISTO DA BARRA, 14HS

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Vai BOMBAR! Vai ser VERDE!

Trio elétrico com as atrações:

Irmandade Brasmorra MC André DJ Jerônimo Sodré DJ Raiz

DJ´s Cigarra & Danka

Performances: Malabares Mágicos

A Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos – ABESUP em parceria com o Coletivo Nacional Marcha da Maconha Brasil realizará a Marcha da Maconha Salvador 2010, também chamada de “Caminhada pelo Respeito à Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos na Elaboração de Políticas Públicas e Leis sobre Drogas”, chamando a atenção para a necessidade de mudanças nas políticas públicas e legislação sobre a Cannabis sativa (maconha).
Dia 13 de junho, às 14hs., a concentração dos manifestantes será no Monumento ao Cristo e a caminhada até o Farol da Barra.

A história da Marcha Salvador

Em maio de 2008 os integrantes da ANANDA – Ativistas, Redutores de Danos e Pesquisadores Associados, grupo antiproibicionista criado em 2007, foram impedidos de realizar a Marcha da Maconha na cidade de Salvador. O grupo foi investigado sob a acusação de estar cometendo crime de apologia e incentivo ao uso indevido de drogas, tendo inclusive que prestar depoimento em Delegacia. Em 2009 a injustiça se repetiu, mas ANANDA encarou a batalha judicial e provou a legitimidade do seu trabalho.

Em 29 de maio de 2009 os integrantes da ANANDA impetraram um Habeas Corpus solicitando proteção judicial para realizarem a edição soteropolitana da Marcha da Maconha. Tal edição foi realizada após decisão (nº 2572030-7/2009) da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, que concedeu por unanimidade, em um julgamento ocorrido em 1º de setembro, a ordem de Habeas Corpus (n° 34358-4/2009) em favor dos integrantes da Ananda. A edição Marcha da Maconha de 2009 em Salvador, realizada no dia 5 de dezembro, transcorreu de forma pacífica, sem ocorrência de nenhum problema, conforme noticiado pela imprensa que cobriu o evento e registrou a presença de um número entre 400 e 500 participantes.

Maio é Verde e Junho também – Que floresça o debate!

Nas primeiras semanas de maio, milhares de pessoas em todo o mundo saíram às ruas em mais de 300 cidades para lembrar a luta política contra a proibição injusta que tornou ilegal o cultivo de plantas da espécie Cannabis sativa em quase todos os países do mundo.

No Brasil são 12 cidades nas quais estão sendo promovidas caminhadas em clima de descontração com música, concursos de fantasias, distribuição de material informativo e espaço para manifestações artísticas, culturais e performances. Além disso, em diversas cidades ocorrem também debates, palestras, seminários, exibições de documentários e outros tipos de eventos para discutir os diversos aspectos relacionados ao tema, principalmente os ligados às leis e políticas públicas sobre drogas.

A Marcha da Maconha e o Maio Verde não são eventos de cunho apologético, nem seus organizadores incentivam o uso de maconha ou de qualquer outra substância ilícita. Respeitamos as Leis e a Constituição do país do qual somos cidadãos e procuramos respeitar não só o direito à livre manifestação de idéias e opiniões, mas também os limites legais desse e de outros direitos civis.

No centro do debate sobre o aumento da violência nas grandes cidades está a política de repressão ao tráfico de drogas. Estatísticas demonstram que a maioria das mortes está relacionada à repressão ao tráfico e não ao consumo, caracterizando ao redor do mundo uma criminalização da própria pobreza. É a “guerra às drogas” que serve de justificativa para as forças policias invadirem favelas e bairros populares atirando à revelia. Lembramos que as batidas policiais e invasões de domicílios ocorrem em sua grande maioria nas periferias das cidades. A legitimação da violência está no tráfico de drogas.

A “guerra às drogas” é uma realidade caduca em nível mundial e apenas produz mais violência nas cidades, estigmatização e preconceito contra a população usuária, falta de informação acerca do uso e dos efeitos do abuso, além de promover o financiamento do armamentismo e da política do medo ao redor do mundo.

As centenas de mortes registradas anualmente no Brasil relacionadas à repressão policial também têm cor. A juventude negra registra índices de homicídios próximos a 70% a mais que a população branca em algumas capitais. Esse quadro de massacre é tomado por nós hoje para exigir o direito à vida e a liberdade existencial para a nossa juventude.

Assim, o objetivo do Movimento é possibilitar que todos os cidadãos brasileiros possam se manifestar de forma livre e democrática a respeito das políticas e leis sobre drogas do país, ajudando a fazer do Brasil um verdadeiro Estado Democrático de Direito. Com essas atividades procuramos tão somente ajudar a fazer com que essas leis e políticas possam ser construídas e aplicadas de forma mais transparente, justa, eficaz e pragmática, respeitando a cidadania e os Direitos Humanos.

Acreditamos que já é hora de discutir reformas mais concretas nas políticas e leis sobre a planta e seus usos, incluindo os dados científicos mais atuais e contando com uma maior participação da sociedade civil.

Respeitosamente,

ABESUP – Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos – [email protected]
Marcha da Maconha Brasil – www.marchadamaconha.org

Apoio:

CETAD – Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas – www.cetad.ufba.br
GIESP – Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Substâncias Psicoativas – www.giesp.ffch.ufba.br LASSOS – Laboratório de Estudos em Segurança Pública, Cidadania e Solidariedade – FFCH/UFBa

NEIP – Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos – www.neip.info

GROWROOM, seu espaço para crescer – www.growroom.net
Coletivo “BaLAnCE” de Redução de Danos – www.balance.blogspot.com

Guia de recomendações para a Marcha da Maconha:

  • Não use nem leve maconha ou outras drogas ilícitas. Lembre que ainda é crime e a Marcha não foi organizada para cometer crimes ou incentivá-los e sim para estimular reformas nas políticas públicas e leis sobre a maconha e outras drogas, e criar mais espaço de diálogo com o Estado. Esse é um espaço precioso – Vamos preserva-lo!
  • Se você é menor de 18 anos, não poderá ir ao evento! Mesmo o consumo de drogas legais é restrito para maiores de 18;
  • Traga seus cartazes, suas faixas, seus discursos. Os organizadores providenciarão alguns, mas é sempre bem-vinda qualquer ajuda na construção dessa Festa da Democracia;
  • Durante a Caminhada beba muita água e use filtro solar. Se hidrate! Lembre-se que bebidas alcoólicas são liquidas, mas elas não hidratam o corpo!
  • Não jogue lixo no chão! A rua é um espaço público e todos pagamos impostos para mantê-la limpa e arrumada.
  • Deixe o ‘espírito combativo’ em casa, ou não venha. As autoridades policiais e outras foram avisadas do Evento e convidadas a comparecer para preservar a segurança dos participantes e da comunidade local. Eles estarão presentes para cumprir as Leis. Nem eles nem nós queremos abusos no direito à livre expressão de opiniões e idéias.
  • Procure ler a Lei 11.343/06, sobre drogas principalmente seu artigo 28, para conhecer melhor a realidade jurídica do tema sobre o qual está se manifestando.

BOA MARCHA!