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COORDENAÇÃO NACIONAL DE ESTUDANTES DE PSICOLOGIA

COMISSÃO ORGANIZADORA DO XXII ENEP

Brasília, 10 de agosto de 2009.

A Comissão Organizadora (COMORG) do XXII Encontro Nacional de Estudantes de Psicologia (ENEP), composta por estudantes da cidade-sede e pelo Coletivo Gestor da Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia (CONEP), lança mão desta nota pública para esclarecer e problematizar o episódio ocorrido no dia 25 de julho de 2009, em Belo Horizonte – MG, em que três estudantes foram presos após uma ação policial realizada na Escola Anita Brina Brandão, que foi utilizada como alojamento pelos participantes do evento.

O ENEP é um evento organizado pelos próprios estudantes e tem caráter acadêmico, científico, político e cultural. A programação do XXII ENEP foi composta por Mesas-Redondas, Grupos de Discussão e Vivência (GDV’s), Oficinas, Mostras Científicas, Espaços de Livre Organização (ELO’s), e Núcleos de Vivência (NV’s). Nessas atividades os participantes discutem e elaboram diretrizes e encaminhamentos que nortearão as ações e discussões do Movimento Estudantil Nacional de Psicologia. Esta edição do Encontro contou com mais de 1.200 inscritos, acadêmicos de Psicologia de 22 estados brasileiros e do Distrito Federal, sendo o evento apoiado pelo Sistema Conselhos de Psicologia, pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG (FAFICH/UFMG) e por demais instâncias e entidades.

Pretendemos, com esta carta, dar visibilidade à questão da ação policial ocorrida no último dia do Encontro e que, entre outras implicações, suspendeu a Plenária Final do XXII ENEP, instância máxima de deliberação do movimento estudantil de Psicologia. Temos esta intenção já que as problemáticas relativas ao ocorrido não são isoladas, não aconteceram pela primeira vez e não são, absolutamente, fruto de ações individuais, e sim de um contexto social mais amplo que, infelizmente, tende a reproduzir tais contradições. Em outras palavras, pretendemos coletivizar a discussão, trazer a questão para todos nós que, enquanto cidadãos, somos atores sociais e responsáveis pela nossa realidade – seja através de nossas ações ou de nossas omissões. Sistematicamente, os pontos principais que abordaremos são: (1) a situação carcerária brasileira, (2) a criminalização das drogas, (3) a postura da mídia diante do ocorrido, e (4) a campanha de criminalização de movimentos sociais.
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