Notícias | Marcha da Maconha – Blog – Part 3

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da Radio Legalize

A Radio Legalize enfrentou problemas antes mesmo de publicar o calendário, como a censura de algumas gráficas por conta das fotos de plantas e flores que acabou atrasando seu lançamento. Portanto já esperávamos que uma vez distribuído o calendário poderia gerar polêmica na grande mídia. O que não esperávamos é que a polêmica seria gerada dentro do próprio movimento antiproibicionista. Um dos coletivos que organiza a Marcha da Maconha de São Paulo tentou censurar a publicação de uma propaganda do calendário no site da Marcha, ainda que todo seu lucro fosse destinado a realização da Marcha da Maconha do Rio de Janeiro. Após muita discussão, a propaganda foi publicada no site da Marcha, junto com uma opinião favorável e outra contrária.

Nós da Radio Legalize somos contrários a qualquer tipo de exploração. Tanto que sempre militamos pelo direito de plantar cannabis para o uso próprio, em boicote a máfia da cannabis prensada, que oprime trabalhadores rurais e financia a indústria da corrupção e da violência. Nós consideramos infundados qualquer argumento dizendo que o calendário Radio Legalize é machista, oprime ou mercantiliza as mulheres. Nossas Pot Models participam da Marcha da Maconha, são envolvidas na luta pela legalização da maconha em seu dia a dia e passam de longe dos estereótipos de anuncio de cerveja tantas vezes condenados pelo coletivo a favor da censura do calendário.

Historicamente as Marchas da Maconha no Rio de Janeiro sempre tiveram mulheres em sua organização, a primeira Million Marijuana March Rio em 2002 foi convocada por uma Portuguesa, e na primeira reunião da Marcha da Maconha de 2007 haviam 3 mulheres dentre os 6 presentes. O bloco Planta na Mente, cuja porta-bandeira posa no calendário, é um dos coletivos antiproibicionistas mais ativos do Rio de Janeiro e tem várias mulheres em sua formação. Qualquer um que veja as fotos da Marcha da Maconha do Rio de Janeiro verá que é um movimento bem homogêneo em termos de género.

Lamentamos muito que em pleno século XXI, alguns grupos ligados a Marcha permaneçam com opiniões preconceituosas (uma vez que nenhum dos nossos críticos viu o calendário) e práticas mais do que ultrapassadas, trazendo aqui discussões que fogem ao nosso compromisso que é lutar pela legalização da Maconha e o fim da guerra às drogas.